Deixa meu povo ir.


Tem uma coisa na Bíblia que são as pegadinhas dos milagre. Jesus multiplica pães e peixes. E aí, mano, porque o cara não montou um restaurante, Galileia’s Grill, e ficou por lá mesmo, vendendo pão, sardinha frita, vendendo, dando, fodace, os caralho, ele é o filho do ome.

Mas ele multiplica pães e peixes PORQUE TINHA UMA MENSAGEM ALI, que no momento possuo preguiça e outra hora aprofundo, mas fato: cada milagre na Bíblia não tá solto, ele tem um porquê. Linhas gerais, as dez pragas do Egito tinham a mesma mensagem:

Vagabundo, libera o Tonho.


Em outras palavras: Faraó, meu parça, liberta os escravo aí, ou vou agulhar seu governo. E bagulhou mesmo. Transformou água em sangue, mandou gafanhoto, fez o Temer nascer naquela época, caso não saibam, Temer é egípcio, e nascido no Antigo Egito, o que vemos hoje andando por aí é a MÚMIA do sujeito. E por fim, Deus, esse cara super gente boa, matou todos os primogênitos. Aquele papo: quando Deus diz “ninguém solta a mão de ninguém”, a parte dele ele faz. Apurrinhou Faraó, até o cara se ligar que tava fazendo merda e afundando o Egito junto.


Deus tinha um propósito. É a frase pronta que temos na teologia. E o propósito era tirar o povo de Israel, deboas.


Poderia ter feito isso parando todo mundo no tempo que nem estátua e tira o povo numas Amarok 4x4 porque, enfim, ele é Deus e pra quem abre o Mar Vermelho, fazer outros absurdos dá no mesmo?


Poderia.

Ia morrer um total de zero pessoas, e o povo ia sair do mesmo jeito. Mas talvez não desse bilheteria. E a Bíblia é um livro de chiliques.


E principalmente, tinha que ter uma mensagem. Se foi real ou não, fato que é a mensagem chegou até a gente.

Se a gente tivesse um profeta hoje por aqui, o cara ia ser mais ou menos parecido com o Daciolo. E ia dizer, como muitas vezes o Daciolo diz, o óbvio. Com uma certa dose de fantasia, mas sim, o óbvio.

É culpa do Bolsonaro o Covid, barra, “vírus chinês” como disse seu filho e Olavo de Carvalho?

Não.

Mas a falta de liderança e governo, que por sua vez agrava o contágio e as mortes, sim.

É culpa do Bolsonaro o ciclone-bomba que devastou Santa Catarina?

Não.

Mas a falta de dinheiro que as pessoas enfrentarão para recomeçar a vida e botar um teto na casa destruída, já que ele não libera o auxílio emergencial, sim.


Acho que, atualmente, só essas duas coisas no planeta não são culpa dele. No mais, sim

Encorajar pessoas a irem às ruas, check.

Sem máscaras, check.

Batendo em enfermeiros, check.

Pedindo AI-5, check.

Criar caos institucional, check.

Perder credibilidade internacional, check.

Seguir voto de país islâmico fundamentalista, check.

Ter um governo tão merda, mas tão merda, que as pessoas declinam convite pra ministro, check. Que eu me lembro assim, de relance, teve o Wizard na saúde e o Feder na educação. Fora os linchados. A Regina Duarte, o Decotelli. Os que meteram o pé antes de se queimar no LinkedIn, o Teich.


Ser considerado um governo autoritário com um líder burro, na União Européia, sim, é culpa dele.

Na verdade, Bolsonaro causa mais mal que Covid e Ciclone juntos. Porque ele é capaz de AMPLIFICAR os perigos e danos da Covid, e mais que isso, não resta pedra sobre pedra de nada que o Brasil construiu em seus anos de democracia.


Por mais duro que seja a perda de dezenas de milhares de vidas, e logo mais, cem mil vidas perdidas, o pior é concluir que ele não é o presidente indicado para um momento de crise como este.


Se fosse um incêndio, Daciolo pelo menos foi bombeiro.

Temos o pior presidente da história do ocidente, sem sombra de dúvidas. E o pior presidente e quadro político para este momento gravíssimo no mundo. Os estados quebraram a lei de responsabilidade fiscal por conta da pandemia, e não haverá dinheiro em caixa das fazendas estaduais para o exercício do ano que vem, o que pode significar uma crise em diversas grandes cidades. Falta de dinheiro para pagamento de salário, pra manutenção de iluminação pública, hospitais, escolas, ruas, estradas, prédios públicos.

A falta desses recursos iniciam efeitos em cadeia, o processo de degradação urbana, não apenas de espaços mas de serviços essenciais. A ausência de condições essenciais podem levar a outros tipos de convulsões sociais. As convulsões levam à violência do Estado. Essa violência vai ceifar vidas e restringir direitos. O caos se retroalimenta.


Parabéns,

temos uma nova Venezuela.

Outro dia desses, um amigo me explicava de modelos de relações internacionais estabelecidas entre Europa, Estados Unidos e Hemisfério Sul, América Latina e África, no sentido de desestabilizar esses países, politica e economicamente. Veja, isso não é teoria conspiratória. Isso é algo conhecido pela academia, pelos governos, pelos teóricos, pelos mercados.

A Venezuela, no começo dos anos 2000, tinha um dos maiores PIBs do continente. Autonomia em energia, e era considerada estratégica, lembro bem de muitos analistas dizerem que se não cuidasse, seria o próximo Kwait.

Os americanos destruíram a Venezuela. Não existe qualquer outra possibilidade de leitura. Fizeram isso com eles, com outros países no mundo e com o Brasil. A “descoberta” da influência de agentes do FBI e do Departamento de Estado na Lava Jato, MPF e Polícia Federal só pode ser novidade para uma mente totalmente iludida e desconectada da História. O Departamento de Estado influenciou diretamente na atitude de Jango em entregar o cargo. Na implantação da ditadura, na anistia para a “retomada" da democracia, mas tudo tão monitorado, que mesmo Lula, ao fortalecer o bloco com Morales, Chaves e outros líderes, Lula sabia que os americanos sempre estavam na cola, por isso fortaleceu vínculos com China, Rússia, Índia e União Européia. Lula ajudou a criar os BRICs. Lula estava olhando para outro lado. Ele sabia que com os americanos não tinha jogo. A polarização, o impeachment, Temer e Bolsonaro. Tudo previamente elaborado. Subalternalizar o Brasil e países da África é a única política externa que o norte tem. Parece que isso aqui é um jornal comunista de classe operária, mas não é. Veja o que ocorre com Senegal, por exemplo. Há um conflito Norte-Sul muito antigo e notório. O que acontece no Brasil é a mão dos americanos pesando sobre a sociedade. Ver Bolsonaro comemorar,


COMEMORAR O DIA DA INDEPENDÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS,

é. uma. mensagem.


Na verdade, se a gente inverter as peças, nem Faraó convergia o mal da narrativa, ali, eram as pragas, contra ele. Aqui, no nosso caso, Bolsonaro é a própria praga.


Não é o ciclone. Não é a Covid. A nossa praga é Bolsonaro. Ele concentra o mal que poderia ser enviado para um país. Ele é capaz de adoecer pessoas, por dentro, gerar morte, separação, divisão, trevas, pobreza, ódio. O mal É ELE. Encarnado. E como um vírus, ele se adona de outros corpos que passam a se comportar da mesma maneira odiosa, irresponsável e inconsequente, como o caso do engenheiro civil que peitou o fiscal da prefeitura no Rio. Peitou, filmou, certo que estava do lado do presidente. E que sairia herói nas redes sociais, celular em punho, pronto para, na sequência, lacrar com um servidor público comunista e ser aplaudido pelos bolsonaristas. Quem sabe ganharia fama por um dia, nos sites e blogs da extrema direita. É a meta de vida.


Perdeu o emprego.

Ele, a esposa.

Bolsonaro continua rindo, arminha com a mão, nas suas travessuras diárias. Pouco se importando por mais dois novos desempregados babacas que acreditaram nele. Perderam o que tinham, num estalo de dedos. E o presidente segue, cagando e andando pra eles.

Bolsonaro é a praga que nos foi enviada por Washignton. Para nos submeter ao Cesar deste tempo.


Um profeta, entre nós, diria o óbvio. A praga é ele. Enviada para aprisionar, não para libertar.


Nós somos o Moisés de nós mesmos. E nosso Mar Vermelho de Sangue, precisamos abrir ou nadar sobre ele, para refundar esse país.

E para nós, a mensagem é clara, e foi dada por um haitiano, esse sim, com jeito profético:

‘Acabou, Bolsonaro’.

Então, do nosso lado, precisamos de um outro milagre. Um milagre que também transmita uma mensagem. Uma mensagem que informe que vamos cortar as ameaças e as guerras, como uma quilha corta as ondas. Uma mensagem de que há um povo brasileiro que vai insurgir contra esse império do ódio. Uma mensagem capaz de reverter e refundar um país, hoje um grupo de pessoas andando sem destino sobre um pedaço de terra enorme. Com a morte devorando um a um, a cada minuto.

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