A greve que depende de todo mundo.

Gréve é o nome de uma praça em Paris.

Foi lá, no fim do século 18, que os franceses meteram o loko pela primeira vez na relação empregador - empregado. Antes de Marx, portanto. Daí que dizer que greve é coisa de comunista tá errado, filho da puta. Greve é coisa de francês. Igual croissant, sutiã, feiche Ecláir. A primeira greve no Brasil foi em 1917, aí sim, ano da revolução comunista. Aí vagabundo associa. Mas tinha greve nos Estados Unidos, e sem qualquer conotação socialista. Greve é coisa de quem vive dentro do capitalismo. Greve é coisa de capitalismo. Mas há uma coisa em todas as greves, que são comuns: greve era, no passado, coisa de quem fazia a greve. O trabalhador na porta da fábrica. A gente podia passar na rua e ver, apenas. Ou quando é greve de motorista, a gente fica em casa mesmo, porque não tem ônibus. Mas a greve dos entregadores Uber/Rappi/Glovo e outros apps de serviços de entrega é inovadora, porque ela DEPENDE DE MIM. Hoje, SE VOCÊ NÃO PEDIR COMIDA PELO APLICATIVO, VOCÊ TAMBÉM AJUDA ESSE TRABALHADORES TEREM UMA VIDA MAIS JUSTA.


Inovação é inclusive isso. Se todo mundo pode fazer parte do Uber,


TODO MUNDO PODE FAZER GREVE.


Inclusive os clientes. E só assim as empresas vão entender.


Eu não vim aqui dizer o que você já sabe. Que eles trabalham muitas horas, não tem empregador, contrato, garantias, previdência, são descartáveis e jogados à própria sorte. Você SABE disso. Dá constrangimento abrir a porta e ver o/a entregadora, cansado, exausto, com fome, duro. Portanto, hoje a greve é nossa. Fodace Uber, fodace IFood, Rappi, Glovo, o caralho. Para tudo. E paguem o que é justo aos trabalhadores.


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