17?

Atualizado: Jun 29


Eu não tenho obrigação nenhuma em ser ético com Bolsonaro.

Eu descobri quem eu sou realmente, quando eu ouvi o meu subconsciente.

"Fórmula Mágica da Paz", Racionais Mc's.

E eu descobri quem eu sou realmente quando eu desejei a morte dura e cruel de Bolsonaro. No hospital mesmo. Dentro do quarto.

Eu e os cara, tudo de pisto uzi, as peça israelense, as alemã, as russa, largando aço no corpo do maldito até virar caldo no chão.

Igual no Inglorious Bastard, a cena do Hitler virando mingau, com a Kalashnikov cuspindo vingança.

Mas é claro.

Eu não estou dizendo que faria isso. Jamais. É só uma brincadeira.

Imagina. Sonho é sonho, deixa quieto.

Isso é quando a gente descobre quem a gente é por dentro.

E por dentro, eu tenho o mesmo sangue que corre nas veias dele. Nas veias dos eleitores dele. Eu aprendi, com os anos, a controlar meus sentimentos, e por isso raciocino. Eu não acho que esse será o caminho. Eu não acho que um asno como ele presta pra ser porteiro de prédio. Eu fui porteiro. Pra ser porteiro tem que ter mais inteligência. Equilíbrio mental.

Eu me vingaria de Bolsonaro, por exemplo, escrevendo uma peça. Um filme. Nada como fazer as pessoas rirem de Hitler. Como escritor, eu posso, num romance de sexo, paixão e vingança, colocar Bolsonaro no Israel do Velho Testamento, onde perturbadores como ele eram tidos como falsos profetas e ele seria apedrejado até a morte diante do povo.

Não apenas ele. Ele, a mulher, e todos os filhos. Sua casa seria derrubada, até o chão, e quem ousasse construir algo em cima dela seria morto pela espada porque aquele lugar seria uma terra maldita, planta nenhuma cresceria ali. O nome dele não seria jamais lembrado. E sua memória apagada.

Bom. Se eu tivesse escrito a Bíblia, ia fazer um anexo pra incluir essa história. Essa seria a pena. Do mesmo Velho Testamento que ele gosta.

Um cabra como ele não se criava.

A verdade é que eu odeio o Bolsonaro porque ele me mostra o que eu quero esconder. Eu quero esconder que eu sou igual a ele.

A diferença é que eu mudei meus pensamentos, e não quero mais fazer o que ele faz. Porque eu evolui dentro do meu pensamento, e não caminho mais esse caminho pobre, vazio, desprovido.

Eu não sou mais uma criança insegura, como ele é. E ele é tão inseguro que não se garante na ideia. Precisa de uma pistola

mas,

onde estava sua pistola quando tomou a facada?

De que serviu a pistola? A metralhadora do teu filho? O colete? A patente de capitão?

Nada disso te salva do inesperado. E o inesperado pode estar do teu lado. O general tá salivando pra te ver morto. Igual uns lobo. Nem teus filho se entende.

Tu é a presa. Tu é o bucha.

A violência te usou como isca pra atrair outros que vão te trair, comer as tuas carnes, num bando de lobos não existe parceria quando a fome vem. Você fez o pacto com o diabo, e o diabo veio te cobrar.

Não. Eu desejo o mal do cara, é verdade.

Pra quê mentir? Só devo desculpas aos meus leitores.

Mas não serei eu quem vai fazer. E é uma pena eu desejar isso, mas eu descobri quem eu sou realmente,

quando eu ouvi o meu subconsciente.

Sou só mais um cuzão vingativo.

"Eu já não sei distinguir quem tá errado.

Sei lá, minha ideologia enfraqueceu. Preto, branco,

polícia, ladrão ou eu, quem é mais filha da puta?

Eu não sei.

Aí fudeu, fudeu, decepção essas hora.

A depressão quer me pegar,

vou sair fora."

Uma tu já ganhou de mim, Bolsonaro.

Quero o dobro pra você, do que você quer pra mim. Se fosse eu e tu, na mão, não ia ter arrego.

Eu te retalhava inteiro, rindo.

Mas agora eu tô contaminado da tua doença. Não posso mais seguir.

Agora, eu luto pelos meus.

Minha mão não vai te matar. A História vai. E melhor que eu faria.

Que duro escrever esse texto. Mas não posso mais fingir.

Democracia é pros jovens. O que eu quero é vingança.

E a primeira vingança: Dia 7 de outubro, o 17 vai virar piada mundial. Você pode me matar, Carlos. Você pode matar seu irmão, seu pai, e me matar também, Eduardo. Mas saiba, parceiro, saiba: daqui 200 anos só vai ter cinzas minhas dentro da sepultura, e uma caveira, seca, oca, com um sorriso de orelha a orelha, de você, seu pai, e essa campanha que tá mais amadora que clipe de Anitta.

#elenão

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